A Dança de Salão é de origem aristocrata européia. Em meados dos séculos XVIII E XIX, eram danças palacianas e tiveram uma forte influência francesa ficando mais conhecida durante a época napoleonica.

No tempo de Luiz XIV, a França divulgou o minueto, que veio a dar origens as danças como a quadrilha, contradança, gavotas, a polca e por fim a valsa, que veio abrir caminhos para uma última geração coreográfica: AS DANÇAS DE PARES ENLAÇADOS.

No Brasil, os grupos da elite imperial procurando acompanhar o gosto europeu, em termos de moda, trouxeram o costume do início do século XIX. Uma das primeiras danças trazidas para o Brasil foi a quadrilha, trazida pelos mestres de orquestra de danças francesas MILET E CAVALIER.

O costume da elite passou a ser assimilado pelo povo que não sabendo os nomes das danças, coreografias e passos, adaptou-as conforme entendimentos próprios.

DANÇAS DE SALÃO REGIONAL
É uma dança de salão, aristocrata, de origem alemã (schottisch), que penetrou em todas as regiões do Brasil.
Desaparecendo do meio da alta sociedade,incorporou-se aos bailes populares e regionais. No nordeste, xote, é uma dança obrigatória, sendo mais difundida na época junina, a exemplo do camaleão e araruna.

Em algumas regiões, recebe forma própria como o chote bragantino/Pará, chote carreirinho/Rio G.Sul e xote batido/nordeste/Paraíba.

No Brasil, a mesma foi introduzida em 28 de Junho de 1851, no Campestre Clube e cassinos do Rio de Janeiro, pelo prof. De danças JULES FOUSSANIT.

SCHOTTISCH, CHOTE, XOTE
CAVALO MARINHO/BOISADO
É um auto popular, tratando de assuntos religiosos e profanos. Auto Popular porque tem enredo em forma teatral e danças que representam uma encenação. É classificada como auto popular, folguedo e dança dramática.
Chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses que conheciam este quadro como TOURINHAS PORTUGUESAS. As Tourinhos Portuguesas consistiam numa pantomima em que um rapaz metido sob uma armação de cipós encoberto de pano, imitando um touro, procurava atingir seus companheiros que alegremente esquivavam-se dos ataques e cornadas do falso animal, numa tourada de brincadeira.
Apresentam em seu conteúdo, trechos religiosos principalmente em suas letras. A litigiosidade medieval é encontrada nas cores vermelhas e azuis.
O vermelho encarnado representa os mouros (o mal) e o azul representa os cristãos (o bem). Os adereços tipos espelhos são uma forma de escudo protetor, pois todos os males direcionados as pessoas portadoras destes adereços, batem nesses espelhos, voltam e atingem as pessoas que direcionarem tais males. Os brilhos são para ofuscar os olhos dos inimigos/mouros.
As cores, os espelhos o bem e o mal foram introduzidos nestas danças auto, folguedo e dança dramática por Carlos Magno.
O enredo do boi gira em torno da representação da vida, morte e ressurreição do boi.

DANÇA DO ARARUNA
Foi pesquisada no brejo paraibano.
Faz alusão a um pássaro preto conhecido como ARARUNA, muito comum na região.
É uma dança de colheita, principalmente a do arroz.
Na plantação não existe quando aparece os pendões com arroz, estas aves de plumagem negra, passam a comê-los, se deixar comem toda a plantação. Para proteger a plantação, tange-se as aves. É este tanger das aves que deu origem à letra da música e à dança.

Xô, xô, araruna
Deixa o arroz semear
Araruna

É uma dança de passos lentos, para frente, para atrás e para o lado, imitando o próprio pássaro.

DANÇA DO CAMALEÃO
Esta dança foi pesquisada e colhida nos municípios paraibanos de Taperoá, Santa Luzia e Pombal, pelos próprios integrantes do Grupo Folclórico do SESC, na época de sua criação, no final dos anos 60.
Faz alusão ao lagarto conhecido como camaleão que muda de cor de acordo com a época/tempo, espécie muito comum nas regiões citadas, que por ser de cor das folhagens das plantações (milho, feijão e outros), passa a ser confudido com as folhas. O camaleão tem como principal defesa a cauda que usa para chicotear quem o ataca. Foi no gesto de girar usando a cauda que as pessoas vendo, adaptaram para a dança.
Com os passos da chula e alusão ao lagarto, a coreografia do giro com o pulo, foi criada/adaptada baseada na cauda do camaleão, que ao usa-la para se defender, chicoteia o ar dando um pulo.
Meu papagaio morreu
Afogado na maré
Não teve quem me dissesse
Meu louro dê cá o pé

O nome deste côco foi devido ao próprio local onde o mesmo foi pesquisado: Forte Velho, que é um povoado do município paraibano de Santa Rita. Também é conhecido como côco da roxa, pelas estrofes de suas letras:

Tô com saudades da roxa, mamãe
Saudades da roxa tenho, ô mamãe
A roxa tem um denguinho mamãe
Que as outras roxas não têm, ô mamãe

É dançado de forma diferente, destacando-se em suas coreografias três batidas, sendo a última culminada por uma umbigada com o pár.
O melhor dançarino e cantor deste côco, é o Mestre Jorge que reside em Forte Velho. O mesmo já está com mais de setenta anos.

CÔCO DE FORTE VELHO
QUEBRA CÔCO
O simples ritual de partir o côco, seja com a foice, facão ou mesmo na quina de uma pedra ou na calçada de casa, foi a origem deste côco.
Dançado com um pequeno porrete e uma banda de "quenga do côco" de onde se extrái todo o som do rítmo da dança.
CÔCO DE CACETE
( MANEIRO OU MINEIRO PAU )
É uma das típicas e autenticas danças do negro.
Foi um côco dançado inicialmente pelos negros escravos, que aproveitavam os raros momentos de folga/descanso para ensaiarem uma dança guerreira de ataque e defesa, para o caso de uma fulga. Quem assistia, no caso dos feitores e senhores de engenho, viam apenas um bailado dançado com dois porretes.
Enquanto a fuga não acontecia, o côco era dançado ao som dos porretes, temperado com o batuque, lundum e outras danças.
Em alguns Estados é conhecido como maneiro pau, mineiro pau ou manejo o pau. Na Paraíba, é conhecido como CÔCO DE CACETE.
Dança em homenagem a fertilidade da natureza, formada por uma roda de dançarinos e no centro o pau de fitas.
Chegou ao Brasil através dos portugueses açorianos. Não podemos afirmar que esta dança é de origem portuguesa e nem tanto localizar seu ponto de origem geográfica, pois ela parece surgir de todos os lados e de todos os povos.
Secularmente é tradicional em vários países europeus e conhecida em algumas nações da América, dando-lhes características
Próprias de sua cultura. Os antigos maias entoavam suas cantigas tradicionais na região de Yacatan, traçando fitas e seguindo um costume imemorial de agradecimento aos seus deuses. Muitos povos a dançavam em torno das árvores-símbolos da fertilidade.
Para a dança da fertilidade, as tribos pagãs elegiam um totem tipo árvore, onde as mulheres realizavam um culto, fazendo evoluções coreográficas (danças) , tornando-a fértil, visto que a infertilidade das mulheres na tribo era considerada um castigo dos deuses.
Atribuí-se que daí tenha se transferido às colheitas esse ritual, para isso se usando grandes mastros de árvores abatidas, de onde pendiam ramagens que eram alçadas pelas mulheres da tribo.
PAU DE FITAS
XAXADO
É Lamp, é Lamp, é Lamp
É Lamp, é Lamp, é Lampião
Seu nome é Virgulino
O apelido é Lampião


O xaxado é uma dança nascida no seio do Sertão, nas caatingas secas castigadas pelo sol ardente, praticada por cangaceiros, homens rudes condenados por uma questão social, a viver perseguindo e perseguidos sem destino. Era praticado nas horas de descanso ou depois dos tiroteios, quando saiam vitoriosos. O arrastado das sandálias de sola, feitas de couro, no chão duro e batido, provocavam o ruído semelhante ao xá-xá, daí o nome xaxado.
Foi praticado com mais intensidade e mais divulgado por Lampião, o rei do Cangaço e seu bando que gostava de músicas e danças. Os próprios cangaceiros criavam as letras das músicas tocadas e cantadas pelo próprio bando, a exemplo da música Mulher Rendeira, hino de Lampião que entoava quando se sentia seguro de ataques e tocaias.

CONGOS
É uma dança de origem negra, encontrada no município paraibano de Pombal.
É uma dança de cortejo, que sái acompanhando a procissão de Nossa Senhora do Rosário, padroeira dos Negros da Irmandade do Rosário, numa festa que acontece sempre no primeiro domingo do mês de outubro, reunindo grupos de cultura negra como pontões e reisados. O ponto alto destas festas, é a coroação dos reis negros da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário.
A roupa dos CONGOS é inspirada nas vestimentas dos padres.
CIRANDA
Estava na beira da praia
Ouvindo as pancadas das ondas do mar

É uma das que integram as danças de circulo.
É encontrada praticamente em todo nordeste brasileiro, da região praeira até o sertão, variando de localidades.
Na zona praieira, imita o vai e vem das ondas do mar, numa roda sem padronização de homens e mulheres. É uma dança integradora que reúne pessoas de idades diferente, sexos, na formação de roda sem inicio ou fim ou até mesmo platéia pois todos participam, sejam de mãos dadas, ombro a ombro ou simplesmente batendo palmas.
A marcação da dança é feita com a batida forte do pé direito, acompanhando a batida forte do zabumba.

CÔCO PAPARU
Paparu, paparu
Candieiro Sinhá
Eu não sou ralador
Para o côco ralar


É um dos mais tradicionais cocos de roda praieiros da Paraíba. Sua história se confunde com a própria história dos pescadores da praia de Tambaú. Sabe-se apenas que é um côco dançado por ocasião dos festejos juninos dedicados à São Pedro, padroeiro dos pescadores, dançado por toda a comunidade, que logo após o encerramento dos festejos juninos, termina com a procissão marítima e a terrestre na capela, hoje,Igreja de Santo Antônio no bairro nobre de Tambaú. Era dançado inicialmente pelas pessoas que não queriam participar dos trabalhos de confecção dos comes e bebes da festa. Como sempre existem pessoas que não gostam de ajudar, estes formavam uma roda e dançavam sobre o pretexto de que trabalhavam.

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